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Sobre a Associação de Cegos Louis Braille

A ASSOCIAÇÃO DE CEGOS LOUIS BRAILLE, constituída em 14 de abril de 1933, é uma entidade civil, beneficente, sem fins lucrativos, que tem por finalidade precípua a plena integração social das pessoas cegas e de visão subnormal e, por objetivo prioritário, a realização de atividades de caráter assistencial, educativo, profissionalizante e produtivo e outras que contribuam para a elevação do padrão de vida e do bem estar dessas pessoas.

A Associação está registrada no Cartório Gero Oliva, sob o nº 177 a 15/01/1936 e sob o nº 2.760 a 13/09/1961; no Conselho Nacional de Serviço Social sob o nº 77.833 a 18/05/1953; e no Conselho Municipal de Assistência Social de Belo Horizonte sob o nº 0153. Declarada de Utilidade Pública pelo Governo Federal sob o nº 21.491/95-51 em 01/07/1996; pelo Governo de Minas Gerais, através do Decreto nº 10.678 de 12/09/1967; e pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, através da Lei nº 1.640 de 15/04/1969. Certificado de Filantropia nº 44006.000712/97-12 conforme Resolução nº 100 de 25/06/1997, publicada no Diário Oficial da União em 09/07/1997.

As seguintes atividades são realizadas em caráter permanente, e vêm, anualmente, beneficiando um número aproximado de duzentas pessoas cegas e de visão subnormal:

Manutenção em regime de internato para dezoito pessoas cegas e carentes do sexo feminino;
Doação de bengalas "hoover" para locomoção de pessoas cegas;
Doação de óculos e regletes para pessoas cegas ou de visão subnormal;
Encaminhamento para consultas e cirurgias oftalmológicas gratuitas;
Encaminhamento para cursos profissionalizantes e para colocação no mercado comum de trabalho.

Como tratar deficientes visuais corretamente

Ofereça sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar. Mas não ajude sem que ele(a) concorde;

Sempre pergunte antes de agir. Se você não souber em que e como ajudar, peça explicações de como fazê-lo;

Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir;

Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver", os(as) cegos(as) também as usam;

Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros para a frente"). Mas se você não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar, mas como é que devo descrever as coisas?", ele(a) lhe dirá;

Ao guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;

Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços;

Uma pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você trata uma pessoa que enxerga;

Quando você tiver em contato social ou trabalhando com pessoas portadoras de deficiência visual, não pense que a cegueira possa vir a ser problema e, por isso, nunca as exclua de participar plenamente, nem procure minimizar tal participação. Deixe que decidam como participar. Proporcione à pessoa cega a chance de ter sucesso ou de falhar, tal como qualquer outra pessoa;

Quando são pessoas com visão subnormal (alguém com sérias dificuldades visuais), proceda com o mesmo respeito, perguntando-lhe se precisa de ajuda, quando notar que ela está em dificuldade.

Fonte: Extraído/adaptado do site da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte - SOCERN, em 11/05/2000.

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