| Saiba mais |
Deficiência
Visual na Infância (1)
Deficiência
Visual na Infância (2)
O QUE É DEFICIÊNCIA
VISUAL
CUIDADOS COM A SUA VISÃO
CUIDADOS COM A
VISÃO DO SEU FILHO
PROBLEMAS QUE
PODEM
AFETAR SUA VISÃO
COMO
TRATAR DEFICIENTES VISUAIS CORRETAMENTE
COMO
TRATAR DEFICIENTES FÍSICOS CORRETAMENTE
TALVEZ
SEU FILHO NUNCA LEIA ESTA MENSAGEM
VOCÊ PRECISA FICAR DE OLHOS BEM ABERTOS
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As causas da cegueira na infância são: 26%
Toxoplasmose Congênita Você pode ver a maioria são causas evitáveis e ou tratáveis sem deixar seqüelas.
Coordenação e elaboração:
Drª. Luci Yara Pfeifer Miranda e Silvia M. Ceccatto Barbosa. |
O que fazer prevenir a deficiência visual na infância:
Antes
da gravidez
1)
Casamentos entre parentes podem facilitar o aparecimento de doenças
como a cegueira. O melhor a fazer é evitá-los;
2) Se você é deficiente visual ou tem catarata, glaucoma, sofre
de alguma doença hereditária, deficiência mental ou física
de causa ignorada, ou se tem esses problemas na família, consulte um
Serviço de Aconselhamento Genético. Você vai saber as
chances de ter um filho com as mesmas deficiências;
3) Tenha seus filhos, de preferência, dos 18 até os 35 anos de
idade. Isso, para evitar o mongolismo;
4) Faça exames de rotina, como de sangue, urina e fezes, para descobrir
se você tem sífilis, infecções de outros tipos
ou mesmo parasitas. Se houver algum problema não deixe para depois:
trate imediatamente. Um casal sadio garante uma boa gravidez e um bebê
normal;
5) Toda a mulher a partir da adolescência deve se vacinar contra a Rubéola.
Na
gravidez
1)
Consulte um médico obstetra no mínimo mensalmente, durante a
gravidez;
2) Faça os mesmos exames de rotina que você fez antes da gravidez.
Quando a doença é tratada logo no começo, o bebê
tem mais chance de não ser atingido;
3) Evite Raio X, Radioterapia e produtos tóxicos;
4) Só tome remédios que o seu médico receitar;
5) O fumo, o álcool, as drogas podem prejudicar o seu bebê. Fique
longe deles;
6) Não coma carne crua ou malpassada. Evite contato com animais, principalmente
gatos (toxoplasmose);
7) Coma regularmente carnes, ovos, leite, frutas e verduras;
8) Não faça regimes rigorosos;
9) Evite contato com crianças que estão com manchas avermelhadas
na pele. Elas podem estar com Rubéola.
No
nascimento
1)
Tenha seu bebê no hospital, com médicos especializados, na sala
do parto;
2) Vômitos, diarréia, pele amarelada, febre ou bebê que
não reage à luz ou sons são sinais de alerta. O médico
pediatra deve ser procurado imediatamente;
3) Leve seu bebê ao médico quando ele tiver 10 dias de vida e
depois, mensalmente.
De
0 a 6 anos
1)
Toda criança deve ser vacinada contra paralisia infantil (vacina SABIN),
Difteria, Tétano e Coqueluche (vacina Tríplice) e ainda: Sarampo,
Rubéola e Caxumba;
2) Dê o máximo de leite materno possível ao seu filho.
Ele protege o seu bebê das doenças;
3) Deixe seu bebê longe de objetos pontiagudos e cortantes. Deixe-o
afastado de sodas, produtos de limpeza, agrotóxicos e fogos de artifício.
Verifique os brinquedos: muitos deles podem machucar o seu filho. Tome cuidado:
essas são as causas de 2% das crianças com problemas visuais.
Leve seu bebê ao oculista quando:
1) Seu bebê nasceu antes do tempo ou teve problemas respiratórios
que necessitaram tratamento com oxigênio (incubadora);
2) O bebê apresentar:
- Lacrimejamento constante, horror à luz, olhos muito grandes e azulados
(glaucoma);
- Menina dos olhos branca (catarata), horror a claridade e tremor nos olhos;
- Má formação de nascimento ou mongolismo.
Leve a criança ao oculista o mais cedo possível:
1) Quando observar que ela lacrimeja, que tem horror à claridade, quando
tem olhos muito grandes, azulados, quando seus olhos balançam de um
lado para outro, quando tem mancha branca na menina dos olhos;
2) Quando tiver desvios de um ou ambos os olhos desde o nascimento. São
sinais de vesguice, muito comum na infância;
3) Quando sua criança cair muito, tropeçar nos cantos dos móveis
ou em outros objetos;
4) Quando apertar os olhos para ver melhor à distância;
5) Quando sentar muito perto da televisão;
6) Quando aproximar do rosto o livro ou caderno para olhar desenhos ou rasbicar;
7) Quando se queixar de dores de cabeça ou quando tiver os olhos irritados,
após ver televisão ou gravuras;
Esta criança pode não estar enxergando bem. Isso vai prejudicar seu desenvolvimento, seu aprendizado, sua vida. O problema vai se agravar pela falta de tratamento, podendo chegar até a perda total da visão.
Fonte: Governo do Estado do Paraná - Governo Álvaro Dias - Secretaria de Saúde e do Bem Estar Social - Secretaria da Educação - APADEVI - PROVOPAR - PRONAV/LBA.
DEFICIÊNCIA
VISUAL NA INFÂNCIA
MÉDICOS
E AGENTES DE SAÚDE: NÃO FECHEM OS OLHOS PARA ESTES PROBLEMAS
Veja como você pode evitar deficiência visual na infância:
Toxoplasmose Congênita
É
a maior causa de deficiência visual e de dupla deficiência (mental
e visual).
Prevenção:
- Solicite o exame de rotina (Imunofluorescência - IGM - IGG) no pré-nupcial,
gravidez e sempre que houver suspeita da doença.
- Oriente as gestantes para que não comam carnes cruas ou malpassadas
e também, para que evitem contato com animais, principalmente gatos.
Fibroplasia
Retrolental
(Retinopatia
da Prematuridade)
É
uma doença causada, em nosso meio, pelo uso indiscrimado e não
controlado do oxigênio em recém-natos.
Ela pode ser evitada ou tratada, desde que diagnosticada precocemente. É
necessário que:
I- Previna-se a prematuridade: pré-natal adequado, pré-natal
de alto risco, desaconselhando-se as cesárias eletivas (OMS).
II- O uso de O2 deve ser indicado apenas em casos de Insuficiência Respiratória
(OMS).
III- Nunca administrar O2 isoladamente, usar sempre uma mistura de O2 e ar
(OMS).
IV- Todo recém-nato em oxigenioterapia necessita de monitorização
(OMS): - da concentração de O2 inspirado - mantendo abaixo de
40%. - da PaO2 - manter abaixo de 100mmHg.
V- O fluxo do ar mais O2 deve ser igual ou maior que 5 l/min. quando é
usada a campânula para que não se acumule CO2.
VI- Todo recém-nato em assistência ventilatória necessita
acompanhamento com fundoscopia (OMS) - O diagnóstico e tratamento precoce
da retinopatia evita a cegueira.
VII- Toda criança que está sob oxigenioterapia deveria receber
vitamina E (OMS).
VIII- A retirada da oxigenioterapia deve ser progressiva e monitorizada.
IX- Todo recém-nato que recebeu assistência ventilatória,
deve ter alta do berçário e ser encaminhado para um serviço
Oftalmológico, com orientação aos pais sobre a possibilidade
do problema.
Tocotraumatismos
Infelizmente,
a grande maioria dos nossos bebês não tem assistência adequada
ao nascimento. É a causa de 70% dos portadores de Paralisia Cerebral,
muitos deles com deficiência visual associada.
Isto não precisaria existir!
Rubéola Congênita
É
a maior causa de surdez na infância e a quarta deficiência visual
até 6 anos de idade. Parece impossível isto estar acontecendo,
pois com uma única dose de vacina, teríamos evitado todo esse
sofrimento.
A vacina deve ser feita em toda criança no 2º. Ano de vida e em
toda mulher em idade fértil que não tenha tido, comprovadamente
com exame específico, a doença.
- Indique a vacina na criança, na adolescente e na mulher - mesmo que
ele já tenha tido outros filhos.
Geralmente são os filhos mais velhos que trazem a Rubéola à
mãe grávida.
Catarata Congênita
O
diagnóstico feitos nos primeiros dias de vida e o tratamento precoce
evita a cegueira. Pediatra: examine os olhos dos recém-nascidos com
atenção.
Existem famílias inteiras de deficientes visuais por esta patologia.
A repetição destes casos poderia ter sido evitada com o aconselhamento
genético.
Glaucoma Congênito
Como
a Catarata, também o Glaucoma compromete famílias que não
tiveram orientação sobre a hereditariedade do problema. O mais
triste é que se tivessem sido diagnosticados e tratados a tempo, não
seriam cegos.
Preste atenção para os seguintes sinais:
- Olhos grandes, azulados.
- Lacrimejamento constante.
- Criança facilmente irritável, que não tolera claridade.
Sífilis Congênita
O exame específico deve ser feito de rotina, no casal, antes de toda gravidez e no primeiro e último trimestre desta. O tratamento é simples e eficaz, desde que precoce!
Tumores Oculares
Constituem-se
em um grupo de lesões que podem levar a perda da visão e, às
vezes, da vida.
- Aspecto anormal de um ou ambos os olhos,
- Desalinhamento,
- Visão deficiente,
- Obscurecimento da vista,
- Leucocoria. Encaminhe esta criança a um serviço de oftalmologia!
Estrabismo
-
Devios oculares em qualquer idade.
Se o diagnóstico e tratamento adequado não for feito até
6 anos de idade teremos a anulação da visão do olho desviado.
Se houver qualquer suspeita ou dúvida dos pais, encaminhe ao Oftalmologista.
Este desvio pode significar uma lesão intra-ocular. Você pode
salvar este olho!
Acidentes
Oriente os pais sobre a possibilidade e a prevenção dos acidentes na infância.
Criança deve ficar longe de: objetos pontiagudos e cortantes, fogo, cáusticos, fogos de artifício, produtos de limpeza, agrotóxicos e agressões físicas. Fique atento!
Os erros de refração, que podem se iniciar nos primeiros anos de vida vão ser, junto com o estrabismo, a maior causa de deficiência visual após os 6 anos pela ambliopia que provocam.
Devem ser diagnosticados e prevenidos o mais precocemente possível.
Sinais
de alerta:
1. Lacrimejamento constante.
2. Olhos hiperemiados, irritados ou cefaléia após esforço
visual.
3. Criança que desvia a cabeça para fixar o olhar.
4. Criança que aproxima do rosto o livro ou o caderno para desenhar
ou ver gravuras, ou aperta os olhos para enxergar melhor à distância.
5. Criança que cai muito, tropeça nos móveis e objetos
(pernas com equimoses múltiplas).
Encaminhe esta criança ao Oftalmologista.
Fonte: Governo do Estado do Paraná - Governo Álvaro Dias - Secretaria de Saúde e do Bem Estar Social - Secretaria da Educação - APADEVI - PROVOPAR - PRONAV/LBA.
A deficiência visual inclui dois grupos de condição visual: cegueira e visão subnormal. Para fins educacionais e de reabilitação são utilizados os seguintes conceitos:
CEGUEIRA: ausência total de visão até a perda da capacidade de indicar projeção de luz.
VISÃO SUBNORMAL: condição de visão que vai desde a capacidade de indicar projeção de luz até a redução da acuidade visual ao grau que exige atendimento especializado.
A deficiência visual, seja ela cegueira total ou visão subnormal, pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes visuais, em qualquer fase da vida, desde os primeiros dias de vida até a idade avançada. A deficiência visual ocorre independentemente de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça, ancestrais, educação, cultura, saúde, posição social, condições de residência ou qualquer outra condição específica. Pode ocorrer repentinamente de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente que a pessoa atingida demora a tomar consciência do que está acontecendo.
A deficiência visual interfere em habilidades e capacidades e afeta, não somente a vida da pessoa que perdeu a visão, mas também dos membros da família, amigos, colegas, professores, empregadores e outros. Entretanto, com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significará o fim da vida independente e não ameaçará a vida plena e produtiva.
***Todo o trabalho da Fundação Dorina Nowill para Cegos fundamenta-se no reconhecimento da premissa de que a pessoa cega ou com visão subnormal pode ser bem sucedida se lhe forem oferecidos os meios necessários para desenvolvimento pleno e inclusão social. As pessoas de todas as idades que procuram a Fundação para receber assistência, tratamento, treinamento, orientação, livros e materiais especiais, perderam ou tiveram diminuída uma preciosa capacidade - capacidade de ver - mas não perderam suas esperanças, sonhos e perspectivas de vida.
A ocorrência da deficiência visual impõe ao seu portador necessidades especiais, cujas características são agrupadas de acordo com a faixa etária para que os serviços de atendimento possam ser planejados e desenvolvidos de acordo com finalidades específicas.
O BEBÊ COM CEGUEIRA OU VISÃO SUBNORMAL
A ocorrência da deficiência no nascimento ou nos primeiros anos, coloca o bebê no grupo de crianças de risco, e no caso de não ter acesso à orientação e tratamento necessários, no período de zero a três anos, poderá ter o desenvolvimento e o crescimento seriamente prejudicados em seus aspectos intelectual, neuromotor, psicológico e social, deixando seqüelas irreversíveis que afetarão a fase escolar e a vida futura.
Para esse grupo, há necessidade de uma equipe de profissionais que, através de um programa especializado de ESTIMULAÇÃO PRECOCE, trata o bebê e a família proporcionando condições para que o seu desenvolvimento global evolua o mais próximo possível dos padrões de desenvolvimento de um bebê normal.
A CRIANÇA CEGA OU COM VISÃO SUBNORMAL NA FASE PRÉ-ESCOLAR
Na faixa de quatro a sete anos, a criança que é portadora de cegueira ou visão subnormal necessita de programas especiais de REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA com o objetivo de oferecer condições para o desenvolvimento de habilidades básicas que lhes permitam a integração no sistema escolar com os requisitos necessários para adaptação e progresso na aprendizagem. Neste programa, o tratamento da família é também intensificado no sentido de estender ao lar e à comunidade, a orientação e o tratamento que amplia oportunidades de desenvolvimento para a criança. Neste grupo, estão incluídas as crianças que necessitam de tratamento psicoterápico.
A CRIANÇA CEGA OU COM VISÃO SUBNORMAL NA FASE ESCOLAR
Na fase escolar, o deficiente visual necessita de serviços de EDUCAÇÃO ESPECIAL complementares que lhe ofereçam condições para ajustamento e progresso em situações de aprendizagem escolar. Os programas complementares incluem desenvolvimento de habilidades em áreas específicas, tais como: orientação e mobilidade; atividades da vida diária; aprendizagem de códigos braille especiais ou utilização de lentes e auxílios ópticos especiais, no caso de visão subnormal; orientação psicológica e vocacional.
O JOVEM, O ADULTO E O IDOSO COM CEGUEIRA OU VISÃO SUBNORMAL
No mundo atual, é grande o número de pessoas que são atingidas pela limitação visual devido a seqüelas de doenças, senilidade, acidentes de trânsito, assaltos e outras ocorrências. Após o trauma inicial, essas pessoas necessitam de tratamento adequado que lhes ofereça condições de desenvolvimento de habilidades nas áreas de orientação e mobilidade, atividades da vida diária, técnicas especiais de escrita e leitura, tratamento psicológico, orientação e treinamento profissional. Todo esse tratamento está incluído no PROGRAMA DE REABILITAÇÃO com o objetivo de reintegrar o deficiente ao lar, à escola, ao trabalho e à comunidade em geral.
LIVROS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS
A limitação visual traz para a pessoa deficiente uma das mais sérias restrições, que é a impossibilidade de acesso direto aos veículos de comunicação escrita utilizados pelos videntes. Essas restrições, se não foram eliminadas ou reduzidas, dificultarão o acesso à informação em geral e conseqüentemente à formação educacional, cultural e profissional.
Para atender a essas necessidades são necessários programas e serviços que ofereçam livros em braille, livros falados, materiais e equipamentos especiais para escrita braille, orientação e mobilidade, desenho, cálculo, jogos, sintetizadores de voz, softwares, amplificadores de imagens, auxílios ópticos e outros.
Fonte: Extraído/adaptado do site da Fundação Dorina Nowill para Cegos - FDNC, em 10/05/2000.
PREVENÇÃO É A SOLUÇÃO
1-Não esfregue os olhos com as mãos; 2-Use lenços e toalhas individuais limpas; 3-Tome cuidado com objetos pontiagudos; 4-Não deixe materiais de limpeza caírem nos olhos. Caso isso ocorra, lave imediatamente com água corrente por dez minutos e procure socorro o mais rápido; 5-Ao assistir televisão, mantenha uma certa distância e deixe sempre uma luz fraca acesa; 6-Quando estiver trabalhando ou estudando evite luz muito intensa ou fraca demais; 7-Não use óculos, colírio e pomadas sem recomendação médica; 8-Evite olhar diretamente para o sol.
CUIDADOS COM A VISÃO DO SEU FILHO
USO DE ÓCULOS
Sintomas na criança que pode estar precisando usar óculos: 1-Dor de cabeça durante ou após a leitura; 2-Franzir a testa para olhar à distância; 3-Aproximar-se muito dos livros para ler; 4-Desinteresse por leitura.
CUIDADOS NO TRÂNSITO
1-O uso do cinto de segurança é indispensável também dentro da cidade; 2-Crianças até doze anos de idade devem estar sempre no banco traseiro; 3-Jamais leve a criança, de qualquer idade, no colo.
CUIDADOS DOMÉSTICOS
1-Não deixe ao alcance de crianças objetos cortantes ou pontiagudos; 2-Cuidado para não deixar produtos de limpeza atingir os olhos; 3-Muitas plantas domésticas podem causar sérios problemas se atingirem os olhos; 4-Pais que fumam nunca devem segurar seus filhos com o cigarro aceso.
LEMBRETES IMPORTANTES
1-O exame de vista pode ser feito em crianças de qualquer idade; 2-Não faz mal usar bastante a vista (ler, escrever, ver televisão), desde que sempre com boa iluminação; 3-Não se deve esperar que uma criança com catarata cresça para ser operada; 4-Nunca use colírio caseiro; 5-Só use o colírio com orientação médica.
CUIDADOS NA GRAVIDEZ
O cuidado mais importante que se deve ter é seguir corretamente o pré-natal, evitando assim, problemas de visão da mãe e do filho que vai nascer.
Doenças como Rubéola e Toxoplasmose, podem causar cegueira e problemas neurológicos na criança. Se você é gestante, não deixe de fazer o pré-natal nos Postos de Saúde.
CUIDADOS COM O BEBÊ
As conjuntivites podem aparecer nos primeiros dias de vida do bebê, e devem ser examinadas pelo médico para que o tratamento seja correto.
Toda criança que apresentar mancha branca na menina dos olhos, muito lacrimejamento, olhos que balançam muito de um lado para o outro, deve ser levada com urgência ao oftalmologista (médico especializado em olhos).
AMBLIOPIA
Uma situação onde a visão da criança não se desenvolve, tornando-se fraca em um olho ou mesmo nos dois olhos. O método mais simples e eficiente para se corrigir a ambliopia é o uso do tampão (oclusão) no olho bom, para forçar o olho mais fraco a enxergar mais.
VESGUICE OU ESTRABISMO
Se notar olho torto, leve-a depressa a um Posto de Saúde. Estrabismo deve ser tratado e quanto mais cedo melhor. Algumas doenças graves podem causar estrabismo.
PROBLEMAS QUE PODEM AFETAR SUA VISÃO
RETINOPATIA DIABÉTICA
Atinge frequentemente as pessoas que são diabéticas, devido ao aumento de açúcar no sangue. Pode afetar várias partes do organismo, inclusive os olhos, e levar à cegueira por várias maneiras: 1-Formação de catarata; 2-Descolamento de retina; 3-Glaucoma; 4-Hemorragia de fundo de olho.
DESCOLAMENTO DE RETINA*
É uma doença que pode ocorrer por traumatismo (batida), diabetes ou por alguma hemorragia na vista. Mas, na maioria das vezes, é decorrente do envelhecimento das pessoas. Os sintomas mais comuns são: Visão turva, sensação de um véu passando de cima para baixo em torno do olho. (*Retina é a camada do olho que percebe a luz)
CATARATA
É uma doença que dificulta a visão, pois a pupila (menina dos olhos) torna-se opaca e esbranquiçada (a pessoa passa a ver vultos como uma névoa). Atinge geralmente pessoas acima dos sessenta anos de idade. Antes disso uma pessoa pode ter catarata por várias causas, como: 1-Diabetes; 2-Glaucoma; 3-Acidentes como batida no olho; 4-Trauma de crânio.
O uso de colírio não ajuda na cura da catarata. Na maioria das vezes, ela estaciona num ponto em que não é necessário cirurgia. A catarata congênita atinge crianças recém-nascidas, cujas mães tiveram alguma doença na gravidez, como rubéola, toxoplasmose ou sífilis.
AMBLIOPIA
Ocorre quando a visão, especialmente das crianças, é baixa e insuficiente em um olho ou nos dois. Isso pode acontecer mesmo a vista estando aparentemente normal. A principal causa que leva à ambliopia é o ESTRABISMO. O diagnóstico é fácil e o tratamento é simples. O oftamologista mede separadamente a visão de cada olho e indica o uso de um tampão (oclusão) no olho bom, para forçar o olho mais fraco a enxergar mais.
Conforme o caso, pode ser necessário o uso de óculos. A ambliopia atinge quatro em cada cem crianças, sendo que a metade delas são estrábicas. Esse mal deve ser descoberto e tratado desde cedo, antes da idade escolar, quando a visão está se desenvolvendo.
GLAUCOMA
É uma doença causada pelo aumento da pressão dentro do olho. Geralmente seu desenvolvimento não apresenta sintoma e, quando a pessoa vem a sentir diminuição da visão ou do ocular, a doença já está instalada.
Atinge pessoas com idade acima de trinta e cinco anos e o diagnóstico se faz através da medição da pressão do olho por um instrumento adequado, num exame rápido e indolor. Quando o glaucoma é descoberto logo no início, o tratamento é eficaz e a doença é controlada com o uso de colírio recomendado pelo médico, impedindo a sua evolução até a cegueira.
O "glaucoma congênito" é uma outra forma de glaucoma que atinge as crianças recém-nascidas.
CONJUNTIVITE
É uma infecção nos olhos provocada por fatores externos (pó, fumaça, substâncias irritantes, vírus e bactérias), que se caracteriza por sensações de areia nos olhos, purgação (a pessoa amanhece com os olhos grudados), dificuldade de abrir os olhos na claridade, lacrimejamento e, as vezes pálpebras inchadas.
Deve-se tomar cuidado para evitar que se contamine o outro olho e as toalhas devem ser de uso individual e estarem limpas.
Melhora do quadro com o uso correto do medicamento indicado pelo oftalmologista em sete dias.
PTERÍGEO
É uma doença que surge nos olhos com o aparecimento de uma pele fina em cima do branco dos olhos (esclerótica) que vai crescendo em direção à menina dos olhos (pupila), causando geralmente ardor e queimação, deixando a vista incomodada quando exposta ao sol.
A tendência é que ela cresça lentamente e estacione, não havendo necessidade de cirurgia.
Essa doença atinge principalmente pessoas que trabalham em locais com muito sol, vento ou poeira.
Fonte: Extraído/adaptado do site do Lar das Moças Cegas de Santos/SP, em 10/05/2000.
COMO TRATAR DEFICIENTES VISUAIS CORRETAMENTE
Ofereça
sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar. Mas não ajude
sem que ele(a) concorde;
Sempre
pergunte antes de agir. Se você não souber em que e como ajudar,
peça explicações de como fazê-lo;
Para
guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência
no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além
de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus,
meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares
muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço
para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir;
Ao
sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para
qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego",
"olhar" ou "ver", os(as) cegos(as) também as usam;
Ao
explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e
específico possível. Não se esqueça de indicar
os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas
pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça
de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros
para a frente"). Mas se você não sabe corretamente como
direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar,
mas como é que devo descrever as coisas?", ele(a) lhe dirá;
Ao
guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto
da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;
Num
restaurante, é de boa educação que você leia o
cardápio e os preços;
Uma
pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a
com o mesmo respeito que você trata uma pessoa que enxerga;
Quando
você tiver em contato social ou trabalhando com pessoas portadoras de
deficiência visual, não pense que a cegueira possa vir a ser
problema e, por isso, nunca as exclua de participar plenamente, nem procure
minimizar tal participação. Deixe que decidam como participar.
Proporcione à pessoa cega a chance de ter sucesso ou de falhar, tal
como qualquer outra pessoa;
Quando
são pessoas com visão subnormal (alguém com sérias
dificuldades visuais), proceda com o mesmo respeito, perguntando-lhe se precisa
de ajuda, quando notar que ela está em dificuldade.
Fonte: Extraído/adaptado do site da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte - SOCERN, em 11/05/2000.
COMO TRATAR DEFICIENTES FÍSICOS CORRETAMENTE
Conversar
normalmente com o deficiente, falando sobre todos os assuntos, pois é
bom para eles saber mesmo das coisas que não podem ouvir, ver ou participar
por causa da limitação de movimentos;
Tratar
o deficiente como alguém com limitações específicas
da deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de
qualquer Ser Humano;
Permitir
que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, ajudando-o
apenas quando for necessário;
Chamar
a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra pessoa;
CONVERSAR
COM O CEGO EM TOM DE VOZ NORMAL;
Falar
da deficiência como um problema, entre outros, que apenas limita a vida
em certos aspectos específicos;
Tratar
a pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos
os sentidos;
Conscientizar-se
de que a pessoa deficiente desenvolve estratégias de sobrevivência
e habilidades, adaptando suas limitações às necessidades
diárias e superando normalmente os obstáculos, e não
mostrar espanto diante de um fato que é comum para o deficiente;
Encarar
como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento de habilidade
que possa parecer extraordinária para uma pessoa comum;
Conversar
normalmente com os deficientes para que eles não sintam diferenciados
por perceptível constrangimento no falar do interlocutor;
Ajudar
o deficiente sempre que for realmente necessário, sem generalizar quaisquer
experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a pessoas deficientes,
pois podem acontecer também com as pessoas normais;
Conscientizar-se
de que as limitações de um deficiente são reais, e muitas
vezes ele precisa de auxílio;
ATRAVESSAR
O CEGO SEMPRE EM LINHA RETA, PARA QUE ELE NÃO PERCA A DIREÇÃO;
Permitir
que um deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo quando lhe parece impossível.
Só se deve socorrê-lo em caso de perigo;
Permitir
que o deficiente, como qualquer Ser Humano, tenha direito às suas emoções,
qualidades e defeitos.
Fonte: Jornal "O Globo" de 22/07/1983 - Divulgado pela Comissão Municipal da Pessoa Deficiente de Ribeirão das Neves/MG.